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domingo, 5 de julho de 2015

Uma Aventura de 100 Milhões de Anos II

Um pouquinho de paciência, Juca. Seja qual for o problema, eu sei que você é capaz de tirar de letra. Antes de abordar o tema desse post, é preciso que eu dê alguns esclarecimentos. A ausência durante quatro meses deve-se exclusivamente por motivos de força maior, que serviram, em partes, para dar inspiração em novos projetos. Com a conclusão do primeiro volume, a ideia era focar na revisão do primeiro trabalho, além de terminar o segundo volume. Um problema quando você tem a história pronta na cabeça, mas pouco tempo para colocá-la no papel. Ainda queria explorar mais o mundo marinho pré-histórico, mas sem focar-me tanto em retratar a vida como num documentário. Aproveitando esse mês de relativa paz, criei essa nova história para Juca, aprofundando sua interação com outros seres. Quando tudo o que queria era deitar a cabeça e fechar os olhos, um problema bate-lhe a porta da toca. Enquanto muitos simplesmente mostrariam indiferença, Juca se preocupa o suficiente para ajudar. Julgando-se capaz de solucionar o caso em pouco tempo, acaba rodando boa parte do mar, deparando-se com criaturas pouco amistosas. Mais que uma história infantil para crianças pequenas, aborda uma questão comum em nossa sociedade, abrir mão do que queremos fazer em prol de ajudar o próximo.  


Além dessa, a edição trás uma historinha extra, estrelada pelo crocodilo-marinho Metriorhychus (ainda sem nome). Em "Cor", Numa bem humorada linguagem não verbal, o simpático réptil cruza com outros animais, todos conhecidos, mas estranhamente diferentes.

Personagens


Juca foi o primeiro e único personagem com nome próprio, visto no primeiro livro. No segundo há a inclusão de mais quatro personagens.

Hélio: Tubarão da espécie Helicoprion. Amigo de Juca.
Saura: fêmea de Ictiossauro que aparece no fim do primeiro livro. Uma amiga e possível interesse amoroso de Juca.
Laurásia e Nena: as irmãzinhas de Saura e o estopim para toda historinha/ confusão. Embora se pareçam, elas não são gêmeas (Laurásia é facilmente reconhecida por ter uma mancha branca na ponta de sua barbatana dorsal, além de ser ligeiramente maior que Nena).


Animais Retratados:

Ictiossauro
Helicoprion
Cladoselanche
Bandringa
Aspidorhynchus
Belemnites


O segundo livro trás quatro novas espécies de tubarões. Como hoje, acredito que os tubarões eram abundantes nos mares mesozoicos, não sendo predadores de topo até mais ou menos a entrada do Cretáceo, quando alguns notáveis espécimes surgiram e cresceram e ponto de competir com grupos de repteis marinhos gigantes. Tubarões pré-histórico despertam tanta atenção justamente por sua aparência exótica (algo que a natureza produziu uma vez e não mais repetiu). Apesar de que espécies modernas tenham uma ampla gama de características, os Sharks pré-histórico estão numa classe a parte.

Helicoprion: estranha espécie com dentes em espiral, semelhante a Sarcoprion. 

Cladoselance: pequena e antiguíssima espécie de tubarão, seu corpo já apresentava a forma clássica de alguns modernos tubarões. Como o Hybodus, tinha duas barbatanas dorsais com espinhos que deviam auxiliá-lo na natação, aumentando sua velocidade.
Cretoxyrhina: por vezes também chamado de "Tubarão Ginsu" (em razão do formato de seus dentes) foi um enorme tubarão de porte a rivalizar com o Carcharodon carcharias (Tubarão-Branco). Um grande e mau-humorado Cretoxyrhina acaba cruzando o caminho de Juca que passou momentos "tensos".
Bandringa: estranha espécie de comprido focinho que terminava em forma de colher, lembrava muito um peixe-serra sem dentes. Inconscientemente Juca acaba despertando a atenção de uma jovem Bandringa a quem custou a despistar. 



Ao contrário de peixes ósseos, o corpo dos tubarões é feito de cartilagem, material que não fossiliza bem. A menos que o animal afunde no leito do mar e seja soterrado, as chances de preservação são minímas. É a razão pela qual o material fóssil da maioria de tubarões pré-histórico vem principalmente de dentes, vez outra vértebras e, muito raramente, de corpos. A espécie a que pertence Hélio, o Helicoprion, tem um aspecto que variou enormemente ao longo dos anos. Conhecido pelo conjunto espiralado de dentes, a aparência como um todo foi muito debatida, tendo algumas já sido descartadas. Imaginou-se onde os dentes teriam ficado, tendo em alguns casos ficado nas costas, como defesa. Atualmente, a aparência mais próxima da realidade são as reconstruções de baixo (desenho acima) sendo os espécimes do topo antigas versões.


Curiosidades



  • Assim como o primeiro trio de tubarões, o novo time tem em comum o fato de terem vivido em períodos diferentes. Helicoprion viveu do Permiano ao início do Triássico superior. Cladoselanche nadava nos mares do Devoniano, Bandringa viveu no Carbonífero. Vale destacar, inclusive, que o mesmo não vivia no mar, mas em rios e pântanos de água doce. Por último, Cretoxyrhina aterrorizava os mares do Cretáceo, sendo um dos predadores alfa, competindo com enormes Mosassauros e Pliossauros.
  • Laurásia e Nena são os nomes de dois antigos supercontinentes. Laurásia existiu entre 300 e 200 milhões de anos, juntamente com Gondwana. Localizado bem ao norte, sua massa constituía os atuais continentes da América do Norte, Europa e Norte da China. Já Nena foi um supercontinente menor, que integrava o supercontinente global Columbia, a 1,8 bilhões de anos.
  • Antes de optar pela mancha branca em sua barbatana dorsal, Laurásia foi desenhada com um "osso" de enfeite na cabeça.
  • O tamanho dos personagens mais ou menos permanece na sua escala real. Cladoselanche tinha um comprimento de 1,8. Bandringa mal excedia um metro (na historinha possui 3). Cretoxyrhina é retratado com seu tamanho máximo (sete metros). O pliossauro tem por volta de 15 metros. Apesar disso, na capa suas escalas foram bem minimizadas.
  • Metriorhynchus sofreu uma pequena alteração, seus membros dianteiros assumiram a forma de remos, como sua contraparte real, diferentes da primeira versão em que possuía quatro dedos interligados por membranas.
  • Cretoxyrhina tem um olhar particularmente intimidador, até mais que o do Pliossauro. Sobre características dos personagens, ainda que sigam um padrão cartunizado, não são humanizados (não vestem roupas ou possuem cílios proeminentes). Alias, a diferença de sexo entre personagens é mostrada por meio de características físicas ou cores. Saura e as demais ictiossauros fêmeas são desprovidas de manchas. Para Bandringa foi dada um rosa claro para seus olhos.



Extras!


Semanalmente postava capítulos de Um menino, seu Saco de Pães e a Garota de Siriús, totalizando até o momento 10 partes. Gostei tanto do tema, com o ritmo a que está se desenvolvendo, que estou trabalhando melhor na criação do livro. Essa obra não tem data próxima de conclusão, mas ei de fazê-la. Além dessa, projetos na fila envolve livros trazendo como personagens Megaladonte e Espinossauro, uma história com base nos mitos africanos, além da conclusão do segundo volume da Turma do Fundo-Mar. 


Link para ler o primeiro Capítulo de Um Menino, seu Saco de Pães e a Garota de Siriús - http://maresdacriatividade.blogspot.com.br/2014/12/um-contador-de-historia.html


Link sobre Bandringa (in english) - http://www.sci-news.com/paleontology/science-nursery-bandringa-sharks-01678.html



Link sobre Cretoxyrhina (em português) - htmhttp://www.avph.com.br/cretoxyrhina.htm


Link sobre Cretoxyrhina (in english) - http://www.prehistoric-wildlife.com/species/c/cretoxyrhina.html


Link sobre Helicoprion (in english) - http://www.prehistoric-wildlife.com/species/h/helicoprion.html





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