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Uma Aventura de 100 Milhões de Anos - Raio X dos Personagens

Capa. 



A imagem de apresentação e um dos últimos desenhos a ser criado. Em primeiro plano estão Laurásia e Nena, as irmãzinhas de Saura e pivôs de toda a confusão. Sendo filhotes, elas possuem as características próprias da idade (corpinho retundo e nadadeiras grandes). Acima delas, e em segundo plano, os tubarões, Hélio (com detalhe para sua boca e ventre colorido) e Cladoselanche, esse sendo observado por um enfezado Cretoxyrhina. Abaixo dele, Bandringa. O crocodilo-marinho Metriorhychus e o tubarão Hybodus sentem a pressão dos predadores maiores e mantém-se afastados. Por último, o Pliossauro, ao fundo, surge como uma presença ameaçadora por detrás da cabeça de Juca, cuja imagem permanece parcialmente encoberta pelos demais. A dificuldade de fazer a capa se deve ao tipo de "visão" que queria transmitir. Imaginei Juca ao centro, perseguido pelo Cretoxyrhina... E só. Não conseguia imaginar onde encaixar os demais, nem em que situação (se fugindo, rindo, etc). Posso dizer que fiquei satisfeito com o resultado da capa, porque retrata aquilo que queria mostrar; diversidade. 


Um dia na Vida de um Pliossauro.



Cena comum do período Jurássico: Plesiossauros, Hybodus e Squalus mantém curiosa atenção a um Pliossauro de passagem.




Nas cálidas e plácidas águas azuis, um vulto se materializa, ameaçador, sua coloração escura tornando-se mais e mais espessa.
A elite suprema de caçadores dos mares jurássicos, os mais entendidos no assunto podem reconhecer um pliossauro dada suas características. Cabeça grande, pescoço curto e sólido, dono de um físico robusto próprio de lutador. Quatro possantes nadadeiras que o propelem através da água com moderada calma, porém ao fixar um alvo, dispara feito um torpedo.
No mundo pré-histórico, tamanho traduzia-se em sucesso. Bom porque o torna imune a ataques. Ninguém vai querer se meter a besta com alguém que pode engoli-lo numa bocada. Uma vantagem intimidadora, desvantagem quando se quer anonimato. Ao se avistar uma criatura tão grande, torna-se fácil evitá-la, mantendo distância segura sem perder a ameaça de vista. E quando um vê, quem mais estiver pelas redondezas fica sabendo. Dai não tem jeito, é partir e esperar pela próxima oportunidade.
Talvez o membro mais famoso dessa dinastia seja o Liopleurodon ferox (ou Liopleurodonte) que fez sua celebre aparição pública no documentário da BBC Caminhando com os Dinossauros (Walking whith Dinosaurs - 1999) no terceiro episódio "Mar Cruel". Apresentado como um super predador, suas medidas, 25 metros e incríveis 150 toneladas, desbancavam quaisquer outros predadores, extinto ou vivo. Infelizmente, seu porte monumental foi demasiadamente exagerado. Estudando os restos fragmentados de crânio, deram uma estimativa de modestos 7 metros, com peso que sequer chegava a 5 toneladas. Realidade destrói cada sonho =(. Mesmo assim, não é difícil achar em sites matérias sobre Liopleurodon com medidas ainda imprecisas.
Sobre o tamanho máximo, vale ressaltar que nenhuma espécie conhecida atingiu as dimensões vistas no documentário de 99. Indivíduos notáveis que mais se "aproximam", se é que posso colocar assim, são Kronossauro, Brachauchenius (ambos com até 10 metros) e  Pliosaurus Funkei (apelidado de "Predador X", com 12 metros). A espécie pliossauro retratada na imagem acima, e em ambas as edições, pertence a P.Funkei, com 15 metros de comprimento. Uma segunda espécie menor é vista na primeira edição, competindo com Stethacanthus.


Brachauchenius Vs Clidastes.
Comuns de associar o grupo ao período Jurássico, uns poucos indivíduos (Brachauchenius, Megacephalosaurus, Kronossauros) foram capazes de atravessar essa fase, vivendo até quase o fim da Era dos Dinossauro (fase Turoniano, início do Cretáceo superior, 93,5 milhões de anos a 89,3 milhões de anos, para menos dependendo da espécie). 
Apesar de nadarem nos mares do Cretáceo, não mais ocupavam o posto de predadores alfa, desbancados pela nova ordem de regentes, os mosassauros. Ainda que obrigados a partilhar os mares com predadores peso-pesados, não deixaram de ser páreo duro. Acima, um esfomeado Brachauchenius prestes a fincar os dentes num pobre Clidastes (pequena espécie de mosassauro, com tamanho máximo de 4 metros). 

Concepção: Primeiro volume, página dez. Juca está espreitando um peixe quando, subitamente, é "atropelado". A cena desse acidente foi o catalisador para a criação do carnívoro titânico. Criadas três versões, infelizmente nenhuma delas ficou em bom estado para reproduzi-las aqui. A primeira versão mostra um sexteto composto dos seguintes predadores: um Xiphactinus, um Plesiossauro, um Metriorhychus, um tubarão, um ictiossauro e, ao fundo, um Pliossauro. Essa primeira concepção do Pliossauro mostrava-no com um crânio longo, com uma estranha protuberância (entre o focinho e antes dos olhos), uma saliente corcova de músculos atrás da cabeça e um físico pesado demais. Além disso desenhei-o com dentes salientes, despontando de cima e de baixo em intervalos, como nos crocodilos. Descartei a cena, apesar de ter usado os modelos para criar outros personagens.  
De volta a prancheta, imaginei dois predadores em plano horizontal (número que cabia na folha). De cara, o primeiro em quem pensei foi o Stethacanthus. É o mais fácil dos tubarões a desenhar, e por possuir aquela estranha nadadeira dorsal retrata bem o primitivismo das espécies antigas, não correndo risco de confundi-lo com alguma espécie atual. Precisava de uma segunda espécie predadora, só que maior. Cheguei a criar esboços de Stethacanthus fazendo "Par" com Dunkleosteus ou Edestus, mas nenhum destes retratava o tipo de ferocidade que queria. Embora Dunkleosteus tenha ficado bom, foi um pouco complicado desenhá-lo, sobretudo a cabeça composta de placas. Edestus é uma espécie interessante de tubarão, cuja única coisa que se conhece do mesmo são o conjunto de dentes que se assemelham a um monstruoso par de tesouras serrilhadas. Com um tamanho máximo estimado em 6 metros (equivalente ao moderno Tubarão Branco) a aparência exata do animal varia tanto que acabei por excluí-lo. 
Voltei a pensar num Pliossauro, revisei os desenhos, conseguindo fazê-lo como queria. Crânio longo, sem protuberâncias, pescoço curto e corpo volumoso na devida proporção. Na vida real os dois (Pliossauro e Stethacanthus) nunca se encontraram, tão pouco podiam ter sido competidores de qualquer coisa. Como Stethacanthus tem 2 metros, o Pliossauro da cena aparenta, no mínimo, cinco metros. Esse Pliossauro difere deste do desenho pela cor (violeta) e por marcas que lhe contornam os olhos, o que os deixa mais expressivos e malévolos.




Um dia na Vida de um Plesiossauro.



Dada a quantidade de exemplares, presumi-se que os Plesiossauros fossem animais sociáveis. Ainda assim, nem sempre um indivíduo podia se dar o luxo de descansar. 



Não é impossível que certas espécies de répteis-marinhos pudessem se arrastar para fora d'água e descansar a beira-mar. Os plesiossauros são, disparados, os animais mais frequentemente retratados, quer seja em imagens ou documentários, tomando sol sobre as rochas ou descansando as centenas na orla da praia. Suposição que carece de provas concretas. Por exemplo, ainda não se achou ovos fossilizados, o que comprovaria a necessidade de virem a terra firme. Como o grupo dos Ictiossauros, é possível (embora não totalmente aceito) que plesiossauros parissem os filhotes. Além disso, para tais animais com peso considerável (de 300 quilos para mais de 2 toneladas) a constituição física semelhante uma tartaruga, tornaria-os demasiadamente lentos, mesmo que só cobrissem uns poucos trechos de terra. A ação de potenciais predadores tornaria uma aventura a qualquer desses pescoçudos que se aventurasse em terra. Provavelmente o Plesiossauro era capaz de se arrastar para fora da água e descansar durante alguns minutos.


Plesiossauro e Pliossauro: Diferenças?

Para aqueles sem muita familiaridade, os dois animais podem ser a mesma coisa. Afinal, seus nomes são parecidos, incluindo ou excluindo uma letra um vira outro e vice-versa. No mínimo devem guardar algum parentesco. Realmente, ambos pertencem a mesma ordem denominada Plesiosauria. Um grupo de répteis marinhos originou os Plesiossauros. Essa ordem é facilmente distinguida pela construção física mais "leve", por assim dizer. Cabeças pequenas indicando um regime alimentar a base de pequenos organismos (peixes/ cefalópodes), longos pescoços com o de certas espécies contendo até 76 vértebras. feitos para ação e reação rápida. 
PLESIOSSAURO
O outro grupo seguiu pelo caminho do aprimoramento físico. Estes receberam o nome de Pliossauro. Todos, sem exceção, compartilham iguais características. Sólidos, robustos, feitos para a luta contra quaisquer outras criaturas no mar.


PLIOSSAURO
A natureza não segue padrões de como cada espécie deve ser, o que resulta na aparição de animais com características de um grupo, mas que pertencem a outro. Caso do Dolichorhynchops, réptil-marinho com corpo de pliossauro, sendo um Plesiossauro. 
DOLICHORHYNCHOPS



Concepção: A espécie de Plesiossauro retratada em ambas as obras é o Plesiossauro, que emprestou nome para nomear o grupo. Um réptil marinho de porte mediano, com três metros de comprimento e peso de 100 quilos (medidas também dá espécie dos livros). Único personagem que não cheguei a fazer rascunhos pelo fato de já saber desenhá-lo como queria.




Juca - Evolução do Personagem.



Dos personagens já criados (somando todas as obras) Juca é o campeão disparado em termos de aparência. O traço do personagem principal mudou ao longo de 2 anos, encolhendo e encorpando, excluindo e acrescentando. Cada uma de suas versões é acompanhada de uma micro-história.


A primeira "cara" de Juca foi criada usando de molde outro personagem. Depois que decidi que animais retratar, e, principalmente, qual seria o personagem central, era hora de dar um rosto. Em certas ilustrações e mesmo teorias de evolução convergente, Ictiossauros, Tubarões e Golfinhos são retratados juntos, mostrando que, mesmo pertencendo a ordens bem distintas (réptil/ peixe/ mamífero) o trio desenvolveu características anatômicas similares. Com base nisso, usei como modelo Marino, filhote de golfinho do livro Turma do Fundo-do-Mar. 
Assim nasceu a primeira versão de Juca. Para diferencia-lo de Marino, dei pequenos dentinhos visíveis, um segundo conjunto de nadadeiras (traseiras), e mudei o formato da ponta da cauda para a clássica meia-lua. Mais ou menos tinha a ideia de usá-lo interagindo com Marino e outros animais de nossa época (como um último remanescente de uma ordem extinta, mas acabou não rendendo).

Mexendo um pouco mais, a segunda versão de Juca demonstra o começo da construção da personalidade própria. Mandíbulas se alongaram e afinaram, a bochecha gorducha sumiu bem como a linha divisória. Ainda conservava uma testa saliente. Essa versão é a que mais se aproxima, em termos de assertividade, do animal real. Mas ensaiando expressões faciais (alegria/ medo/ raiva/ etc) não ficou bom. Essa é a razão para o personagem não aparentar ter uma mandíbula longa, o que será explicado mais abaixo.
Terceira versão e primeira a mostrar o corpo inteiro de Juca. Um corpo longo, demais talvez, nadadeira dorsal pequena, quatro nadadeiras de natação e manchas espalhadas logo atrás da cabeça e próximo a cauda. Fato sobre essas manchas, a quantidade e espaçamento entre elas varia de indivíduo a indivíduo. Apenas os machos as tem. uma evolução para torná-los mais atraentes ao sexo oposto, ou resquícios de quando filhotes, quem sabe. Na época em que desenhei essa versão, Juca não tinha um número determinado de manchas. Hoje são oito (cinco sobre a cabeça e três logo atrás do par traseiro de nadadeiras).
Essa quarta versão de Juca é a primeira versão do mesmo colorido. Antes dessa tentei diferentes tons de verde (desenhos infantis de dinossauros, especialmente de saurópodes, costumam ser pintados dessa cor). Mas o resultado não ficou bom. Essa versão usei-a na primeira versão da história. Motivo para excluí-la é que Juca não se destacava bem, em contraste com o azul do mar, mesmo quando ia para os recifes, fora que a cor não parecia natural.
Pesquisando imagens da net, notei que vários artistas costumam retratar Ictiossauros em cores escuras. Procurando se havia ligação entre repteis marinhos pré-histórico e cor, achei que os mesmos podem ter tido uma coloração bem escuro. Não deu outra. Quando testei o preto ela se integrou ao personagem como unha e carne. Essa primeira cor não foi de tota descartada, tendo-a usada para colorir o Plesiossauro.
Quinta e atual versão do primeiro livro. O corpo ficou roliço, a nadadeira dorsal encolheu, sendo a frente mais avantajada que o resto. As manchas adquiriram formato mais esférico, ficando mais agrupadas. Sobre o corpo mais avolumado, nem todos os ictiossauros tinham uma estrutura aerodinâmica (mostrado na matéria JUCA). Ainda que aparente lerdeza, Juca e seus semelhantes são capazes de explosões de velocidade, nadando a até 85km/h. 
Da esquerda para direita: Ichthyosaurus, Ophthalmosaurus, Eurhinosaurus.







Sexta versão, visto no segundo livro. Uma mistura da quinta e terceira versões, por assim dizer, as manchas aumentaram de tamanho, mantendo padrão circular, com uma delas sobre os olhos. A grossura da cauda diminuiu e as nadadeiras, antes pequenas, ganharam volume e distinção. Pouco diferia-se o par dianteiro do traseiro. Os membros da frente ficaram mais desenvolvidos, como das espécies reais. Da segunda versão em diante, construí Juca usando de modelo três espécies; Ichthyosaurus, Ophthalmosaurus e Eurhinosaurus. Esse último tem como singularidade a mandíbula superior mais longa, como um peixe espada. 




CURIOSIDADES


  • Como os demais livros, é direcionado para crianças pequenas.
  • Enquanto em construção, a história seria narrada em 3 pessoa.
  • O número 100 do título "Uma Aventura de 100 Milhões de Anos" soa melhor quando pronunciado, não fazendo referência a data real. Cem milhões de anos atrás, inclusive, já havia iniciado o período Cretáceo. No tempo real, a história se passa a 150 milhões de anos.
  • As três primeiras versões de Juca não possuíam cor, mas foram coloridas para mostrar como seriam caso resolvesse usá-los.
  • Com base no estudo que certos repteis pré-históricos fossem escuros, usei a mesma cor de Juca ao pliossauro de 15 metros.
  • Apesar de tantas particularidades, Juca não é uma espécie fictícia, mas um Ichthyosaurus.
  • Metriorhynchus não possuía a crista que percorre as costas. Acrescentei-as, junto as manchas, para dar maior personalidade.
  • Ao todo são conhecidas oito espécies de Helicoprion, cujo tamanho variou, dos relativamente pequenos, entre três e quatro metros, aos gigantes com um máximo de 7 metros. Em tamanho, Hélio é equivalente a Juca (três metros).
  • Filhotes de Ichthyosaurus, meninos e meninas, são indistinguíveis nos 2 primeiros anos de vida, compartilhando o mesmo padrão uniforme de cor.
  • Cladoselanche foi o último personagem a ganhar cor.



MATÉRIAS ESPECIAIS.


LINK para visualização das primeiras páginas do livro - https://clubedeautores.com.br/book/191442--Uma_Aventura_de_1_Milhoes_de_Anos_II#.VcDf7PlViko






LINK para a Matéria sobre a cor dos répteis marinhos antigos. - http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/cacadores-de-fosseis/qual-a-cor-do-reptil-marinho

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